Ford utiliza exoesqueleto para evitar lesões em seus funcionários

Exoesqueletos já são uma realidade. Mas muita calma agora: não estamos falando (ainda) de uma armadura como a que é usada por Tony Stark, o Homem de Ferro, nos quadrinhos ou no cinema. Ainda assim, os exoesqueletos têm uma importância enorme para quem os veste, especialmente em ambientes industriais, onde esses dispositivos evitam lesões e facilitam o trabalho de seus usuários.

 

Ford colocou em ação 75 exoesqueletos em 15 país onde a montadora opera. Chamados EksoVests, os dispositivos auxiliam funcionários na hora de carregar peso. Eles são acoplados ao tronco do usuário e protegem as regiões mais propensas a lesões por movimentos repetitivos com cargas muito pesadas.

 

Os exoesqueletos foram colocados em ação após uma série de testes e foram criados pela empresa Ekso Bionics. A tecnologia – primeiramente experimentada nas fábricas norte-americanas da Ford – já está presente em diversos países e é um grande passo que segue as diretrizes da Indústria 4.0.

 

A EksoVest vai ajudar os funcionários a aliviar um pouco da carga física de suas atividades, que chegam a ser comparadas à atividade de erguer sobre a cabeça um peso equivalente a uma melancia em torno de 4,6 mil vezes todos os dias. O que o exoesqueleto faz é proporcionar melhor apoio para os braços dos usuários, evitando o cansaço causado pela atividade.

 

Aqui no Brasil, essa tecnologia, já é realidade: a fábrica da Fiat em Betim, Minas Gerais, já possui alguns exoesqueletos similares. O TecMundo visitou a empresa e usou o dispositivo da maneira como os funcionários fazem. No caso, tratava-se de um suporte para as pernas que permitia que o usuário ficasse sentado sem a necessidade de um banco ou algo similar e sem forçar os músculos das pernas ou das costas, facilitando a tarefa de apertar parafusos nas linhas de montagens da fábrica.

 

O exoesqueleto da Ford é compatível com funcionários com altura entre 1,57 m e 1,93 m e ajudam a levantar cargas que vão de 2,3 kg até 6,8 kg. “Eu não quero mais ficar sem o EksoVest”, disse Nick Gotts, um usuário do exoesqueleto que trabalha na fábrica da Ford em Flat Rock, Michigan, uma das primeiras instalações a incorporar a tecnologia. “Qualquer trabalho feito acima da cabeça eu não faria mais sem ele”.

 

Fonte: TecMundo